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Exposição “Ecos da Antiguidade: o Guqin” e
Recital de Guqin
O ano de 2004, em que o Festival de Artes de Macau (FAM) realiza a sua décima quinta edição, foi designado o “Ano de Conservação do Património Cultural de Macau”.
O Instituto Cultural, para além de envidar esforços na conservação do património cultural de Macau, empenha-se também na divulgação da arte do Guqin, integrando nesta edição do FAM a Exposição “Ecos da Antiguidade: o Guqin” a qual permitirá apreciar e saborear a essência desse tesouro cultural tradicional chinês, através de exemplares preciosos do instrumento, partituras, cópias decalcadas de inscrições efectuadas em instrumentos antigos, entre outros objectos datados da dinastia Song do Norte à República da China. A exposição oferece também a possibilidade de assistir a diversos recitais de Guqin no Museu de Macau e a palestras sobre este instrumento tão
antigo.
A música chinesa desenvolveu-se em quatro vertentes distintas: música popular, música palaciana, música religiosa e música erudita. O Guqin foi sempre o instrumento preferido dos letrados e, tradicionalmente, tocar Guqin era tão importante quanto jogar xadrez, fazer caligrafia ou pintar.
A arte do Guqin implica um conhecimento da técnica, das tradições musicais e um intercâmbio permanente com outros instrumentistas. O Guqin teve grande influência na evolução da música e da cultura chinesa, sendo um dos seus símbolos.
A arte de tocar Guqin é também conhecida por Qin Dao (o modo de Qin) ou Qin Chan (o Zen de Qin). Distingue-se de outras artes pelos seus próprios critérios estéticos, sendo orientada por um pensamento filosófico elevado no que se refere à criação artística e à interpretação. Por conseguinte, o seu efeito e influência ultrapassam o domínio musical, assumindo-se como uma refinada manifestação cultural das camadas intelectuais. No entanto, não se trata apenas de uma forma de expressão subjectiva da classe intelectual, representando, sobretudo, a reunião da influência ideológica das três escolas filosóficas tradicionais, nomeadamente do Confucionismo, do Tauismo e do Budismo. Assim, há três mil anos que o Guqin vem enriquecendo a vida cultural chinesa de uma forma peculiar.
Em 2003, o Guqin foi proclamado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura como uma das “Obras-Primas do Património Oral e Intangível da Humanidade”. O mais antigo dos instrumentos de corda da China, resplandece, assim, orgulhosamente nos palcos do mundo com o brilho da milenar cultura chinesa. O XV Festival de Artes de Macau vai permitir um melhor conhecimento do Guqin.
No dia 7 de Março, pelas 15h00, haverá uma pequena palestra e um recital de Guqin por membros da Academia Chinesa de Artes, no Auditório do Museu de Macau, dedicada ao público, com entrada gratuita.
Para melhor conhecer a arte do Guqin, poderá assistir a diversos recitais no 3o andar do Museu de Macau :
20/03/2004 – 15H00 – 16H00
21/03/2004 – 11H00 – 12H00
10/04/2004 – 11H00 – 12H00 e 15H00 – 16H00
11/04/2004 – 11H00 – 12H00 e 15H00 – 16H00
01/05/2004 – 11H00 – 12H00 e 15H00 – 16H00
02/05/2004 – 11H00 – 12H00 e 15H00 – 16H00
30/05/2004 – 11H00 – 12H00 e 15H00 – 16H00
(
Download Demonstrações de guqin pela Hong Kong Deyin Qin Society )
Para melhor divulgar este instrumento, será organizada uma demonstração de guqin dedicada especialmente a professores, no dia 21 de Março de 2004, das 15h00 até 16h00, no Auditório do Museu.
A grandiosidade da civilização chinesa patente nesta mostra, será um estímulo para o aprofundamento dos conhecimentos e apreço do público pelo património cultural chinês.
A entrada é livre, sendo os lugares limitados. A exposição estará aberta ao público de 07 de Março a 30 de Maio, no 3o andar do Museu de Macau. O Museu está aberto de 3a. Feira a Domingo a partir das 10H00 e encerra às 18H00 (o último bilhete será vendido às 17H30).
Quaisquer esclarecimentos podem ser obtidos através do telefone 357911 ou
do website do Museu de Macau. Para mais informações sobre actividades culturais
poderá consultar
o website do Instituto Cultural.
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