Museu de Macau

Exposições Permanentes

地點 Museu de Macau
時間 O Museu é composto por dois pisos subterrâneos e p
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O Museu é composto por dois pisos subterrâneos e por um terceiro piso que fica ao nível térreo, onde anter iormente s e encontravam instalados os Serviços Meteorológicos e Geofísicos. Alguns traços arquitectónicos e a configuração do local foram mantidos e preservados. O Museu é um espaço dedicado à história e à cultura de Macau, integrando um vasto espólio de objectos de valor histórico e cultural que demonstram a forma de viver das diversas comunidades que têm habitado a cidade ao longo dos séculos.

Várias exposições permanentes encontram-se patentes nos 3 pisos do Museu:

1º piso – Apresentação da história de Macau, actividades comerciais, religiões e culturas das duas civilizações.

  • Macau possui numerosos sítios arqueológicos. Hac Sa, em Coloane, oferece um património cultural ancestral rico, tendo aí sido encontradas as mais importantes relíquias pré-históricas em Macau. Entre 1972 e 2006, os arqueólogos levaram a cabo escavações em Hac Sa desenterrando, entre outros, esqueletos, fragmentos de louça pintada em barro, moedas de cobre, botões, flechas, argolas de quartzo, peças em jade e utensílios em pedra tais como machados e enxós. Estes vestígios mostram que o local era habitado por seres humanos durante a Nova Idade da Pedra, c. de 4000 a.C., que criaram oficinas artesanais de produção de pulseiras e brincos de cristal. Hac Sá em Coloane – com uma paisagem de montes e baías tranquilas – oferece condições de vida excelentes. Os seus habitantes viviam da pesca e da caça.

  • Durante os anos 50 do séc. XVI, comerciantes portugueses expandiram o comércio para o Interior da China através de Macau, transformando a cidade num epicentro do comércio sino-português. Foram explorados vários novos mercados internacionais – da China ao Japão, Filipinas, Malásia, Índia, Europa e mesmo na América do Sul e na África – o que tornou Macau o porto de comércio mais importante no Extremo Oriente. Os anos 80 do mesmo século testemunharam a prosperidade das actividades comerciais em Macau. Os produtos portugueses como relógios e tecidos de lã constituíam novidades no mercado chinês. Por outro lado, produtos como a seda, chá e porcelana eram enviados por barco e exportados a partir de Macau para o Sudeste Asiático e países da Europa. Entre 1620 e 1640, os comerciantes portugueses foram perdendo gradualmente os seus privilégios comerciais na China e no Japão. Eventualmente, as relações comerciais com a Malásia foram também prejudicadas devido aos holandeses e o comércio entre Macau e Manila foi também terminado. Na sequência das guerras do ópio, Macau deixou de constituir um importante centro de comércio marítimo devido ao surgimento dos cinco tratados e de Hong Kong.

  • Na sequência da chegada dos portugueses a Macau no séc. XVI, a escassamente povoada península desenvolvia várias actividades comerciais e transformou-se gradualmente num importante porto comercial que servia a China e o Ocidente. As outras potências europeias cobiçavam a cidade de Macau. No séc. XVII, os portugueses começaram a construir fortalezas e estruturas defensivas ao longo das zonas de costa de Macau e em locais estratégicos com o consentimento explícito dos governos Ming e Qing, através da política de “controlar os estrangeiros por via dos estrangeiros”. Para aumentar a capacidade defensiva de Macau, os portugueses construíram uma fundição de canhões perto da Fortaleza de Nossa Senhora do Bom Parto em Praia Grande, que fornecia equipamento militar de defesa como canhões ao mercado local, o qual era ainda exportado para a China, Japão, Sudeste Asiático e Europa.

  • Nos quatrocentos anos que marcam o intercâmbio cultural entre a China e o Ocidente, Macau adoptou uma coexistência harmoniosa de diferentes crenças religiosas. No longo curso da história, os chineses locais adoptaram o Taoismo ou o Budismo e outras religiões como o Catolicismo, o Protestantismo, o Islamismo, o Mormonismo e o Baha’ismo – introduzidas em Macau pelos portugueses e outros estrangeiros, as quais coexistiram na cidade de Macau. Enquanto procuravam obter o respeito mútuo e desfrutar de uma coexistência harmoniosa, estas religiões disseminaram as respectivas doutrinas religiosas. Podem encontrar-se na península de Macau, na Taipa e em Coloane exemplos de arquitectura religiosa como templos e igrejas as quais albergam uma variedade de artefactos religiosos.

2º piso – Diferentes aspectos das tradições e arte popular de Macau, cerimónias religiosas mas também festivais tradicionais.
Diferentes aspectos das tradições e da arte popular de Macau, assim como cerimónias religiosas e festivais tradicionais.

  • A arquitectura de Macau apresenta uma mistura harmoniosa de elementos convencionais chineses e tropicais, cuja origem remonta ao neoclassicismo europeu. A integração de diferentes elementos culturais orientais e ocidentais na arquitectura deu forma a um estilo arquitectónico único em Macau, que projecta o charme sedutor de Macau.

  • O fabrico de panchões, pivetes e fósforos constituíam as principais indústrias tradicionais e exportações de Macau no séc. XX. A indústria dos panchões, que surgiu no séc. XIX, extinguiu-se no final dos anos 90 com o fecho da Fábrica de Panchões Po Sing. A indústria dos fósforos floresceu nos anos 20 do séc. XX e entrou em declínio nos anos 70 em Macau. A sua história de cinquenta anos, embora efémera, marcou a produção de fósforos reconhecidos como os melhores do Extremo Oriente. Para além de satisfazer as necessidades do mercado local, Macau fornecia ainda Hong Kong, o Interior da China, o Sudeste Asiático, a Europa e a América. Hoje em dia, podem ainda encontrar-se em Macau pequenas fábricas de pivetes. As ervanárias, os estabelecimentos de medicina tradicional chinesa e de bolachas fazem parte da vida quotidiana dos habitantes de Macau. Hoje em dia, alguns destes estabelecimentos ainda preservam as suas tradições, enquanto outros se modernizaram. No entanto, mantêm os traços da cultura chinesa.

  • Macau é um local onde chineses e ocidentais vivem em harmonia. Visto que a maior parte da comunidade chinesa provém das províncias de Guangdong e Fujian, Macau beneficia do entretenimento popular e das características regionais destas províncias. As actividades de entretenimento mais comuns são a ópera cantonense, o teatro de marionetas chinesas e as lutas de grilos, etc. A ópera cantonense é um género de ópera regional da China representada no dialecto cantonense. Popular em Macau, Hong Kong, Guangdong e Guangxi, a ópera cantonense vem influenciando os residentes de Macau há muitas gerações. O teatro de marionetas tem uma longa história na China e compreende uma ampla variedade de géneros. As marionetas em exibição no Museu de Macau incluem principalmente marionetas de varas de Guangdong, marionetas de arames de Chaozhou e as marionetas de fios de Fujian. A luta de grilos é uma forma de recreio tradicional chinesa realizada principalmente no início do Verão e no início do Outono. Devido aos avanços sociais, esta forma de recreação entre os residentes de Macau tem atravessado grandes mudanças. No entanto, os jogos tradicionais são ainda muito apreciados pela população.

  • Na sequência da chegada dos portugueses a Macau, a cultura ocidental, em particular a cultura do sul da Europa, influenciou e teve impacto nos residentes de Macau que se guiavam pela cultura tradicional chinesa em muitos aspectos. A vida quotidiana dos residentes chineses de Macau – a sua culinária, costumes, cerimónias de casamento, festividades, etc. – mostra que os costumes tradicionais chineses foram preservados, incorporando ao mesmo tempo a cultura e os costumes ocidentais, fazendo com que Macau partilhe dissemelhanças e afinidades com outras regiões da China. Os macaenses – uma comunidade especial em Macau que fruto da combinação das culturas oriental e ocidental – possuem uma língua e uma culinária únicas que enriquecem o charme colorido da cultura de Macau.

3º piso – O Macau contemporâneo dedicado à vida actual da cidade, focando algumas personalidades da literatura e das artes.
Macau contemporâneo, focando diversos aspectos da vida actual da cidade e a forma como Macau é retratada na literatura e nas artes.

  • Macau, um local de confluência das culturas oriental e ocidental, tem sido o berço de muitos artistas, compositores, poetas e políticos. Durante as dinastias Ming e Qing, numerosos académicos e burocratas vieram para Macau estudar arte e cultura ocidental, para além de ciências e tecnologia, tornando-se familiarizados com as religiões e filosofias ocidentais. A ideologia da reforma inspirou-os a comporem uma série de obras literárias e artísticas relacionadas com Macau e tratados políticos que influenciaram a política chinesa. Além disso, o solo de Macau inspirou artistas ocidentais que estavam de passagem no Oriente e muitos autores e artistas locais, produzindo realizações culturais frutuosas tanto chinesas como ocidentais.

  • De acordo com os registos, a área total de Macau nos primórdios era apenas de aproximadamente 2.78 quilómetros quadrados. Este pequeno pedaço de terra foi um dos primeiros locais a receber europeus. A arquitectura tradicional chinesa prevalecia em Macau nesse tempo e a arquitectura dos templos locais obedecia estritamente ao estilo convencional. Desde a chegada dos portugueses, Macau assistiu à emergência contínua de uma variedade de estilos e cores arquitectónicas que se integraram com diferentes culturas e artes e gradualmente moldaram a paisagem urbana esplêndida e única de Macau.

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